Filhos que levo em meus olhos.
Distração...
Quando vi minha procriação, não mais cansei,
apenas olhei pro céu e adormeci
com um suave sorrir em meu semblante de pai.
Sempre serei um menino em vocês,
temos um pacto com os olhos, obrigado.
Quando criança:
o Sol era meu quintal,
meus brinquedos os Planetas
numa constelação de varais
com roupas coloridas,
de vez em quando
uma estrela cadente
caia do pé de fruta,
bombardeiros de coquinhos doces.
Os grilos protegiam
minhas princesas flores
das formigas alienígenas.
Deus era mulher
tinha olhos verdes
e cheiro de alho e comida
e dizia:
Meu filho vem almoçar!
Acordei fazendo a poesia da foto...
"Perder de vista
. . .
Estar...
Equilibrista."
Fui pro parque correr.
Brasil
Meu mp4 quebrou.
Começou a chover
‘Lembrei de Camburi’.
De tanta chuva
que as árvores
choram.
Poesias de árvores
que as folhas
choram...
Poesias de nuvens
que a chuva
chora...
Eu reservatório.
Corri...corri...
em 16 minutos e
4 segundos.
Até confundir
suor/lágrima
com chuva.
Tirei à tarde para passear com a lua, e no momento em que eu dizia sobre a injustiça ela me mostrou o espelho, emudeci diante de minha ignorância, chorei, mas logo em seguida ri da minha cara e lembrei de Bárbara que também chorava e ria diante do espelho, a lua também sorriu e falou que o importante é o espelho não quebrar; e no passeio ela e eu nos confundimos hora em pássaro, hora em árvore, mas nos acabamos mesmo em por do sol.