Agarrado pelas raízes fui lançado no espaço cósmico entre galáxias coloridas em velocidade anos-luz, as cores se misturando numa novela de amor fecundo de luzes no buraco negro de minha existência.
Viajei nestes dias passados e um pensamento me acompanhou por todos os lugares.
“Qual será minha última foto que 'meus olhos verão
-----------------------------------------meu coração inverno
-----------------------------------------minha pele outono
-----------------------------------------e minha alma primavera’.
-Ainda farei uma poesia de minha última fotografia!
Quando criança:
o Sol era meu quintal,
meus brinquedos os Planetas
numa constelação de varais
com roupas coloridas,
de vez em quando
uma estrela cadente
caia do pé de fruta,
bombardeiros de coquinhos doces.
Os grilos protegiam
minhas princesas flores
das formigas alienígenas.
Deus era mulher
tinha olhos verdes
e cheiro de alho e comida
e dizia:
Meu filho vem almoçar!
Acordei fazendo a poesia da foto...
"Perder de vista
. . .
Estar...
Equilibrista."
Fui pro parque correr.
Brasil
Meu mp4 quebrou.
Começou a chover
‘Lembrei de Camburi’.
De tanta chuva
que as árvores
choram.
Poesias de árvores
que as folhas
choram...
Poesias de nuvens
que a chuva
chora...
Eu reservatório.
Corri...corri...
em 16 minutos e
4 segundos.
Até confundir
suor/lágrima
com chuva.