

















...um dia morno, os cães latem ao longe, crianças brincam na rua, nuvens flutuam no céu, porém ouvem-se palavras que voam ao vento como sementes de amor:
-mexe....
-tá bom assim...
-não assim não...
-desculpe, vou mudar de posição...
- mude...
-vamos...
-que tal assim...
-isso...
-que calor...
-Que visão linda esta!...
-vai mexe, vai...
- assim...
-é vai, não para...
-que tal...
-esta quase..
-nossa! quase perco o equilíbrio...
-vamos, vamos mais um pouquinho...
-tô cansando...
-tá quase acabando, vai...
-assim...
-é, isso,lindo, lindo...
-ahhhhhhhh...até que enfim...
-aí,aí;conseguiu, muito bom...
-ufa...
-agora não mexe mais na antena, a imagem esta ótima; desce do telhado e venha que a novela está por começar.
-----------------"Quero envelhecer assim
-------------------------fingindo gostar de novela
--------------------------------para você gostar de mim."
Olhos!
Olhar à Musa,
uma linda flor,
das lágrimas orvalho,
do nascer ao morrer do Sol
todas as cores convidam à poesia.
Nariz!
Cheiro seu no meu,
uma torta de maça,
o perfume da manhã,
inspire.
Ouvido!
Sons, sininhos e a voz,
Musa tudo convida à música,
poesia e silêncio.
Boca!
Beijo,
lábios vermelhos,
falar, gritar, calar
‘Poeme-se’.
meu morder
seu paladar
Alma!
Sexo com ‘ela amada’
é a vida encarnada,
é a última poesia
eternizada
enquanto dure.
Coração!
Dedos mãos
mãos braços
braços peito:
disritmia,
meu coração vão;
meu destino poesia
e a Musa caminho.
Poesia:
me procura.
me chama.
me traz.
me leva.
Poesia!
Ficarei com ele na mochila
até quando ele precisar
para de novo andar.
Um mês passa rápido
a vida passa rápida
e rápido não estou
com meu pé quebrado
na radiografia parecia um vaso
eu a flor
vaso rachado
sem água, quebrado.
Ai meu pé,
ainda bem que tenho dois
um que leva
outro que escorrega e quebra
ainda bem que tenho
outro que me leva.
Ainda bem que tenho teto
afeto
neste momento de cômodo
acomodado
tenho Chico Buarque
sobremesa, paciência e medo
ainda bem que tenho medo
que me protege de erros.
De todos os lados
onde mais me acho é no pé
todos os signos astrais
escolhem um membro
e o pé é o que me rege
que me anda a imaginação
meu artista equilibrista é meu pé.
Quanto entendimento telúrico
pegadas nas nuvens
'meu pé quebra
mas não falha'.
Prometo-te
beijos de baton nos dedos
logo depois de calcificado
de se acabar de dançar
no salão das Musas.
Nuas Musas.
Streptese de pé é descalço.
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Na última viagem que fiz terei várias fotos de meu pé em lugares diferentes com a intenção de fazer uma poesia com elas; é minha inspiração veio com uma fratura.
Não foi nada grave!
Um mês de pé e cabeça pro ar.
Maranhão, Piauí e Ceará.
Quantos caminhos e histórias a contar.
I
Minha viagem começa
num lugar estratégico
onde todos queriam cuidar
travaram Guerras e revolução
para o domínio alcançar.
São Luiz do Maranhão
lugar de muita beleza
lindos casarões
da mais pura nobreza.
Lá tudo acontece.
Na praça.
Namoro.
Esperando que o dia anoiteça.
II
Nos lençóis maranhenses
visão de não acreditar
tanta beleza juntinha
na imensidão de dunas
lagoas, céu e ar.
Dizem que suas águas é de chuva.
Acrescento também o meu mirar.
Lágrimas de meus olhos
emocionados de chorar.
Dunas de areia branquinha
muda formas de repente
andar por elas
é descansar a mente.
Se Deus existe,
deve se inspirar.
Deve ter escolhido
este lugar para morar.
III
Caburé é um outro lugar.
De um lado o rio Preguiça
do outro o mar.
Entre eles o vento
que fez minha cabeça bagunçar.
Vento de nunca acabar.
Lá tive noites
que de tanto vento
não conseguia sonhar.
Eles saiam voando
igual penas no ar.
IV
Delta do Parnaíba
10 horas navegar.
Rio Parnaíba e seus igarapés
peixes, caranguejos e mangue
alimento para todo mar.
Quero que saiba!
De tanto mangue
virei mangue de tanto olhar.
Delta do Parnaíba
quero morrer lá.
Peixes que voam no mar
pássaros que nadam no ar.
Neste momento eu era
o barco a me navegar.
Não sei quem deságua em quem
entre o rio e o mar.
Na verdade tudo é um corpo só.
Eu e você, sem ninguém tirar.
V
Ali nos lugares que ia
tenho um símbolo de fortaleza
é a Carnaúba árvore resistente
a quaisquer intempéries da natureza
VI
Além da beleza natural
de praias, lagoas, rios e mar.
Tem a cultura alimentar
de crustáceos, frutas exóticas
peixes e tempero peculiar.
Não podemos deixar de lembrar
‘Tiquira, Mangueira e Ipióca’
aguardentes típicas de cada lugar
para ajudar a se envolver
com emoções da cultura popular.
Bumba-meu-boi
Cantorias e fitas.
Desde começo do dia
até novo raiar.
VII
Cada pessoa que via
uma pérola dela queria.
Era o seu sorriso ou queixumes
que assim o povo eu conhecia.
Olhando nos olhos
deste povo maravilhoso,
do Brasil fiquei
mais orgulhoso.
VIII
Conversei com o Vento e a Carnaúba
Do nordeste símbolos de poder e força.
Os dois me disseram:
'Menino deixa de bobage
a vida é uma grande viage'.
IX
Não foi só o meu olhar,
também de minha mulher Si
e filhos: Pedro e Matheus.
Só a companhia já mereceria
de mim, uma poesia.
X
Andei por mais lugares
todos levo no coração
agradeço a Deus
por me acariciar
esta recordação.
Finalizando acrescento:
Para que existe tanta beleza?
Uma coisa tenho certeza!
Viajar, viajar, viajar
E cuidar da natureza.
Essa foto requer explicação: ao fundo a lua; entre a máquina e a lua meu filho Pedro curtindo a lua, eu estou a uns
esta foto não é mexida, é ilusão de ótica
esta foto não é colagem, alias nenhuma delas são
árvore deitada pela força do vento.